Enrolado com a indefinição do comando da Federação União Progressista na Paraiba e com a pré-campanha a governador sem indícios de dar ré, o senador Efraim Filho pode estar com o pé no PL e tem até torcida. Mas, fica a pergunta: Efraim vai tratar o bolsonarismo da mesma forma que trata o Governo Lula no estado?
O União Brasil tem três ministérios no Governo Federal, além de outros cargos, mas Efraim não defende o governo. Diz ser independente, seja no Congresso ou na Paraíba.
E aí vem outra indagação: o PL, que retirou o deputado Wellington Roberto do comando para tornar o partido com a cara do bolsonarismo, vai aceitar essa “independência”?
Esse final de semana, em entrevista ao jornalista Rui Galdino, o ex-ministro Marcelo Queiroga, agora à frente do PL estadual, rasgou elogios ao Efraim e disse que o mesmo não precisa de convite formal para ingressar na legenda.
Também disse que pode abrir mão da disputa pelo governo para apoiar um outro nome. Nos bastidores, a entrada de Efraim no PL teria o aval do presidente nacional, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ainda nos bastidores, chamou a atenção nesse final de semana uma troca de figurinhas, no grupo de WhatsApp “Direita Campina Grande”, entre assessores próximos dos deputados Cabo Gilberto Silva e Walber Virgolino. Eles admitiram torcer pela chegada do senador ao comando do PL no estado.
Falaram em uma condução política mais profissional à sigla.
Publicado há 10 meses