Ao cobrar voto fechado dos aliados de Bruno Cunha Lima, na pretensa chapa do senador Efraim Filho, o deputado estadual Sargento Neto foi “repreendido” pelo deputado federal Romero Rodrigues, que é aliado do prefeito de Campina Grande, mas votará contrário, nesse caso, no prefeito Cícero Lucena.
Sargento Neto não está errado em cobrar já que a esposa de Bruno, Juliana Cunha Lima, é cotada para a vaga de vice. A cobrança também atingiu os deputados Fábio Ramalho e Tovar Correia Lima que, segundo Sargento Neto, têm cargos na Prefeitura, mas votam na chapa adversária.
Acontece que a divisão do grupo Cunha Lima, capitaneado por Pedro e Cássio e que agrega os deputados citados, gerou um confusão eleitoral na cidade. Querem subir no palanque contrário ao que Bruno estará, mas não querem ser contra a gestão. Em tempos de eleição estadual e em se tratando do segundo maior colégio eleitoral do estado, não dar para separar.
Romero respondeu que não possui cargos no governo. Isso fala muito sobre a relação com Bruno, escolhido por ele em 2020 para ser seu sucessor e com quem quase duelou em 2024, mas voltou atrás e permaneceu ao lado do aliado. Se não, o resultado da eleição poderia ser outro.
Depois, disparou: um dos poucos pedidos que fez ao prefeito de Campina foi para articular a ascensão do irmão de Sargento Neto, o suplente Plínio Gomes, à Câmara. E que o deputado vivia falando de Bruno nos bastidores.
Publicado há 1 meses