Pedro Cunha Lima e a política que defende, mas que nem ele mesmo segue

Presidente do PSD na Paraíba, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, apesar de defender um estilo de política sem penduricalhos, acordos ou discursos rasos, como costuma apregoar, ainda tem muito a aprender com o que prega. Mas, a política da Paraíba tem sido uma sequência de “prints” ultimamente.

Nessa quinta-feira (2), Lucas Ribeiro assumiu, em definitivo, o Governo da Paraíba. No discurso, o progressistas anunciou que a Granja Santana, historicamente residência oficial do governador, será transformada em um Parque Sensorial para pessoas que estão dentro do TEA (Transtorno do Espectro Autista).

É de se esperar que a decisão fosse aplaudida pela oposição, leia-se Pedro que tem a transformação da Granja em um parte como uma das três pautas citadas por ele de forma recorrente – as outras duas são a educação e os penduricalhos.

E Pedro o fez. Elogiou, de quebra, Lucas Ribeiro a quem faz oposição. Poderia ter dado um passo na direção do desprendimento político já que elogiar um opositor não tira pedaço, ao contrário mostraria a maturidade política que Pedro tanto defende de forma legítima, e até louvável. Perdeu uma oposição de sair por cima. E, não importa de quem foi a ideia.

Postagem no feed do Instagram apagada

Apagou a postagem e deixou apenas uma outra no Stories (que desaparece em 24 horas), postada pelo Blog do Ecliton Monteiro, com a legenda “tanto bate até que fura…”.

Na política, e na Paraíba não é diferente, funciona assim: se eu dei a ideia, mas se de alguma forma não deu para dar seguimento, mas meu opositor coloca em prática, não vale. Pequena essa estratégia.

Cunha Lima está deixando a política. O “print” com uma declaração do pai, o ex-governador Cássio Cunha Lima – confirma a decisão. O próprio Pedro já repetiu apesar de seu próprio grupo insistir em não ouvi-lo. E está saindo, entre outras coisas, por defender o que acredita e não encontrar guarita no discurso que reverbera. Então, que não deixe esse discurso se perder em detrimento de fazer oposição por oposição.

Publicado há 3 semanas

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