Cartaxo diz que PT precisa se entender, mas não é de todo “inocente”

De uma coisa o deputado estadual Luciano Cartaxo tem razão: se o PT não conseguiu se unir em 2024, como pretende chegar a 2026 com o poder de lançar uma candidatura própria ao governo ou até mesmo reivindicar espaços em uma chapa majoritária.

A disputa interna acentuada desde as eleições de 2020, é fato, tem diminuído o tamanho da legenda na Paraíba.

Em entrevista ao programa Hora H (Rede Mais), ele defendeu um diálogo interno respeitoso para que os interesses do partido se sobreponham aos pessoais.

Mas, Cartaxo esquece que o grupo ao qual está, ou esteve, inserido no PT, que inclui o ex-governador Ricardo Coutinho, o deputado Luiz Couto e a suplente de vereadora Estela Bezerra, acabou por tumultuar o processo eleitoral interno da legenda em 2024 ao pular etapas e ir à direção nacional para que o ex-prefeito da Capital fosse alçado a candidato sem passar por prévias internas.

Sobre as conversas em andamento para as próximas eleições, Cartaxo lembrou que o PT ainda não foi chamado para discussões. O partido está na base do governador João Azevêdo. Até o momento, o diálogo tem envolvido PP, Republicanos, PSD e PSB. 

Por outro lado, admite que devido ao acirramento interno, não há clima para participar dessas conversas.

“O clima de disputa interna é tão acirrado, que você colocar um nome [para disputa] é tentar estabelecer uma guerra no PT. O caminho natural é fazer uma discussão interna, uma avaliação do cenário, ver o que sobrou de 2024, para saber se o partido tem força política para tentar uma candidatura própria, fazer uma aliança política, para buscar um espaço em uma chapa majoritária”.

 

Publicado há 14 meses

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