Uma segunda-feira (30) movimentada na política paraibana, mais precisamente nas oposições com as especulações de que o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, não renunciaria ao cargo na próxima quinta-feira (2), como estava previsto anteriormente.
A decisão estaria diretamente ligada ao fato de que Cícero quer, e tem pressionado além da conta, que o grupo Cunha Lima aponte o nome a vice prometido, e que seja competitivo, nos próximos dois dias. Não quer abrir mão de quase três anos de mandato sem uma “garantia”.
A pressão, ao que parece, não tem funcionado e o canção está piando internamente.
Em um grupo de WhatsApp restrito ligado a pré-candidatura do emedebista, alguém avalia que Cícero só renuncia se Pedro Cunha Lima ou o deputado federal Romero Rodrigues aceitarem compor a vaga de vice na pretensa. O ex-senador Cássio Cunha Lima então responde: Pedro não será candidato a nada. Depois, deixou o grupo.
O print da conversa chegou até o BLOG, que optou por não divulgar já que envolve outras pessoas.
A frustração de Cícero Lucena, avaliam pessoas próximas a ele, é de que teria “entregue” tudo e ainda não recebeu metade. Deixou uma situação confortável, e de certo prestígio, na base do governador João Azevêdo para ser estrela nas oposições, mas esta oposição parece nao estar se mexendo muito para tal.
Está claro o desconforto do prefeito e já tem uns dias.
A ida de Cícero para o MDB beneficiou muito mais o senador Veneziano Vital do Rêgo, que é pré-candidato à reeleição e estava meio que isolado com a ida do senador Efraim Filho para os braços do bolsonarismo. E a chegada dos Cunha Lima, que seria a “salvação” pelo apelo de ser de Campina Grande, até agora não viu sequer a tábua.
A escolha do vice, geralmente, fica mais para próximo das convenções de agosto. Então, o grupo que cerca Cícero acredita que ele terá que arriscar. Resta saber se o emedebista está disposto.
O relógio está correndo. Tic, tac…
Publicado há 4 semanas